Sul-coreana quer instalar térmica no Ceará

Dezembro 5, 2014 Sem comentários »

Mais uma sul-coreana está com planos de se instalar no Ceará. A Korea Midland Power Co Ltd (Komipo), especialista em projetos para geração e transmissão de energia e responsável por mais de 60% da energia produzida naquele país, está elaborando um projeto para instalação de uma termelétrica no Estado. A previsão da empresa sul-coreana é de iniciar as obras do empreendimento em 2016.

O anúncio foi feito pelo gerente-sênior da Komipo, Tae-Yeon Kim, durante o Korean Electrical Business Road Show 2014, rodada de negócios do setor de energia realizada pela Agência Nacional de Comércio Exterior e Investimento da Coreia do Sul (Kotra), ocorrida na última semana, em São Paulo. De acordo com ele, a usina tem previsão de geração de 200 megawatts (MW), com a matriz energética ainda a ser definida. Conforme ele, a escolha dependerá da oferta do mercado brasileiro.

No entanto, o executivo não informou qual é o investimento previsto, justificando que a elaboração do projeto ainda está em andamento. A empresa, que não possui nenhum representante no Brasil, está em busca de parceiros para o empreendimento, entre investidores sul-coreanos e brasileiros.

A empresa atua na Coreia do Sul há 40 anos, está presente em cinco países e instalando usinas em outros dez. “Nosso diferencial é a segurança nos projetos, uma de nossas usinas de energia, por exemplo, teve a fonte sem rompimento por um período de 5 mil dias, ou seja, mais de 13 anos. Somos a única no mundo a alcançar essa marca”, defende Kim. Além do Ceará, a empresa também tem planos de instalar uma outra termelétrica no Espírito Santo.

Matrizes energéticas

A empresa atua em quatro matrizes energéticas: eólica, solar, termo e hidroelétrica. “E somos a primeira empresa do mundo a construir uma usina subterrânea”, destaca Kim, informando sobre um projeto que desenvolve na capital sul-coreana, Seul. “Não tínhamos muito espaço e precisávamos ampliar o parque termoelétrico sem prejudicar a população, por isso, estamos reconstruindo toda a usina no subterrâneo, o que irá garantir também menor impacto ambiental, uma vez que os resíduos da geração de energia serão comprimidos, a partir da instalação de novo maquinário de tecnologia avançada”, explica Kim.

Apesar de anunciar o projeto durante o evento em São Paulo, a empresa ainda não entrou em contato com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), para tratar do empreendimento e ver as condições de incentivo oferecidas pelo governo estadual. O presidente da Adece, Roberto Smith, afirmou ainda desconhecer o projeto.

O Ceará já conta com investimentos de duas empresas sul-coreanas: a Dongkuk e a Posco, que, em associação com a brasileira Vale, estão construindo a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A Posco também está trabalhando com a Aço Cearense em um outro projeto de laminadora, a ser instalado no Estado.

Rodada de negócios

O Korean Electrical Business Road Show 2014 reuniu empresários sul-coreanos que atuam em empreendimentos ligados à área energética, interessados em investir no País. O diretor de negócios e relações internacionais da Koema – associação que reúne empresas sul-coreanas -, Byung – Il Park, mostrou-se otimista com as oportunidades no território brasileiro. “Hoje temos 250 empresas associadas, cada uma com alto índice de desenvolvimento em tecnologia no setor elétrico, desde projetos para geração, transmissão e distribuição de energia até a manufatura de produtos que compõe o maquinário das usinas e bens de consumo. Temos como exemplo a Hyundai, no setor automotivo e de maquinário, e a Posco, que está prestes a inaugurar a Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará, em parceria com a Dongkuk e a Vale”, destaca Park.

Diário do Nordeste

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